Segundo informações dos Bombeiros, a corporação, apesar de ter um efetivo que trabalha com total dedicação à comunidade, ainda precisa de mais investimentos em equipamentos de resgate e combate a incêndio florestal. Para realizar resgates em áreas inóspitas e combater incêndios nas áreas florestais, Mato Grosso deveria ter no mínimo cinco aeronaves entre helicópteros e aviões. Para atender as cidades do interior ainda há a necessidade de criar uma Base de Combate a Incêndio Florestal em Sinop, cidade do médio norte que deveria basear mais um batalhão, já que a incidência de queimadas é freqüente nesta região.
Na Capital, os bombeiros ainda enfrentam outras dificuldades no dia a dia. Além de existirem somente 13 hidrantes na cidade, nenhum funciona, por falta de vazão suficiente. Em dia de emergência o abastecimento é feito em rios e lagoas da capital, o que dificulta a agilidade no atendimento. Mauro ouviu ainda dos bombeiros que os atrasos nos processos de compras ainda é freqüente na administração dos órgãos públicos, o que muitas vezes inviabiliza o trabalho de um serviço fundamental como o dos bombeiros.
“O Estado precisa dar mais agilidade para serviços emergenciais, como o dos bombeiros, e assim conseguir eficiência na gestão e principalmente atender o cidadão”, argumentou Mendes. O grande desafio dos bombeiros nos próximos anos, segundo o comando da corporação, é conseguir aumento de efetivo, mais investimento em tecnologia e equipamentos para os bombeiros atuarem na Copa de 2014. “Sabemos da importância deste evento para o Estado e com certeza vamos atendê-los”, garantiu Mauro.