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AGRONEGÓCIO

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Milho: MT pede prêmio maior; valor atual não cobre custo do frete

Os valores dos prêmios pagos pelo governo para subsidiar o escoamento do milho em Mato Grosso não cobrem o custo do frete até os portos, diz a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja). O cálculo leva em conta o fato de as tradings terem de pagar ao produtor o preço mínimo de R$ 13,98/saca, exigência da Conab. A entidade pede ao governo que aumente o valor dos prêmios pagos nos leilões de PEP.
Um corretor comenta que a saída tem sido as tradings fingirem que pagam o preço mínimo e o produtor fingir que recebe o valor estabelecido pelo governo. Um dos mecanismos usados tem sido descontar do produtor parte do valor do frete ou até receber volume maior de milho para cobrir o gasto com transporte. Com a paridade do milho a R$ 19/saca em Paranaguá, o cereal de MT na origem, descontando o frete, sairia a R$ 10,90/saca em Rondonópolis e a R$ 8,20/saca em Sorriso.
O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, enviou correspondência ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, reivindicando aumento nos valores dos prêmios. Silveira reconhece as limitações dos leilões de PEP, ao argumentar que a tendência é de as tradings fecharem as operações dando preferência ao milho já depositado em seus armazéns, o que restringe o número de participantes, apesar da limitação de volume. Por isso, defende a realização de Leilões de Prêmio Equalizador pago ao Produtor (Pepro), por meio do qual a subvenção é paga diretamente ao agricultor na venda do milho. (Suino.com)