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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Antero defende a presença do Exército nas fronteiras de Mato Grosso

O candidato ao Senado, Antero Paes de Barros, defendeu em entrevistas concedidas à TV Cidade Verde e à rádio Band FM, nesta segunda-feira (30), que as Forças Armadas fiquem responsáveis por proteger as fronteiras no combate ao narcotráfico e à entrada de armas no país.

Antero acredita que os 140 policiais militares que hoje atuam no Gefron (Grupo Especial de Fronteira) são insuficientes para controlar os mais de 700 km de fronteira seca entre Mato Grosso e a Bolívia. “Não podemos deixar que as drogas acabem com nossos jovens”, diz o candidato, afirmando que esta é uma guerra que o país precisa ganhar.
Nos últimos cinco anos, a Bolívia aumentou em cinco vezes sua produção de cocaína e é pelo Estado de Mato Grosso que grande parte da droga entra no país. Uma das propostas do candidato à presidência pelo mesmo partido, José Serra, é a criação do Ministério da Segurança, proposta aprovada por Antero. “A segurança pública também é um problema da União e por isso eu defendo um maior investimento e um maior cuidado do governo federal”.
O candidato enfatizou ainda a necessidade de aumentar o salário dos policiais, tentando alcançar uma isonomia com a renda dos policiais do Distrito Federal. “Se a União paga o salário dos policiais do Distrito Federal, ela também precisa pagar o de todos os policiais militares do país. Por que o Distrito Federal é privilegiado?”, questionou Antero.
Além de defender a presença das Forças Armadas na fronteira, o candidato afirma que é importante também dar toda assistência aos usuários. Ele acredita que o Estado precisa investir em centros de recuperação, já que as famílias de baixa renda não possuem meios de encaminhar seus filhos para clínicas de tratamentos. “O Estado precisa olhar com mais carinho para os jovens dependentes de drogas. Esta é uma doença que pode atingir qualquer um de nós. O usuário não pode ser tratado como criminoso, mas, ao contrário ele precisa receber toda atenção do poder público”, afirmou o candidato.
Outra proposta na área da segurança pública defendida por Antero é a redução da maioridade penal para 16 anos de idade. O candidato acredita que o jovem de 16 anos que possui maturidade suficiente para cometer um crime, também deve pagar por ele. “Não é justo que um rapaz de 18 anos e três meses roube uma galinha e vá preso e que um jovem de 17 anos e seis meses mate e estupre sua filha e não possa ser julgado”.
Antero acredita ainda que os jovens são utilizados como escudo pelas quadrilhas, que se favorecem da lei para colocar a culpa dos crimes nos menores. Para fazer estas mudanças, entretanto, o candidato defende uma reformulação no sistema penitenciário. “Precisamos melhorar as prisões, porque elas são ruins, não apenas para os jovens, como para todos os presos. As cadeias precisam ser um lugar para reabilitar os criminosos e não se transformarem em uma escola do crime”, afirmou o candidato.