Durante debate entre os candidatos a governador de Mato Grosso e os profissionais da saúde, realizado na última segunda-feira (30) pelo Conselho Regional de Medicina, o diagnóstico que os médicos apresentaram sobre a situação em Mato Grosso foi que atualmente a saúde está “mergulhada no caos”.
A categoria responsabiliza o Governo estadual por ter deixado de investir os 12% constitucionais no setor. “Os municípios não conseguem arcar com todos os gastos com a saúde sozinhos. O Estado tem que fazer uma ação Robin Hood”, constatou o presidente do CRM, Arlan de Azevedo Ferreira, durante apresentação de abertura no debate realizado com a presença de Wilson santos, Mauro Mendes e Marcos Magno.
A ausência de Silval Barbosa foi atribuída a situação de caos na saúde pública do estado. Os médicos e os candidatos lamentaram e classificaram como uma atitude de "desrespeito à classe”.
“Nós enaltecemos a necessidade de que todos os candidatos ouçam o que o conselho, o sindicato, a associação e a academia de medicina têm para oferecer porque faz parte de uma reflexão de quem faz isso no dia a dia”, afirmou o presidente do CRM, Arlan de Azevedo Ferreira.
Na abertura do evento, Arlan mostrou que o Hospital Regional de Água Boa é subutilizado, com apenas 11 médicos, enquanto Barra do Garças tem 80 médicos e Rondonópolis tem 254. Ele observou que Água Boa tem o maior índice de mortalidade infantil de Mato Grosso. Apesar do número maior de profissionais nos hospitais regionais de Barra do Garças e de Rondonópolis, as unidades têm deficiências sérias em suas estruturas. "Falta manutenção nos prédios e faltam pediatras", acrescenta.
O CRM mostrou ainda que a Saúde mental no Estado é extremamente precária. “Não tem psiquiatras. O Hospital Adalto Botelho mistura crianças com adultos”, ponderou. A categoria também mostrou o superlotamento do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, que atende pacientes de todo o estado.
O candidato ao Governo pela coligação Senador Jonas Pinheiro (PSDB/DEM/PTB/PRTB/PTdoB/PSDC/PSL/PMN), Wilson Santos, direcionou sua participação no debate para apresentação de propostas e análise sobre a saúde pública no estado e na capital.
Wilson mostrou que tem experiência e que é o mais preparado para conduzir o Estado. Ele apresentou suas propostas para a Saúde de forma clara e segura, fez uma análise sobre o setor, mostrou os avanços de sua administração, mas lamentou não ter conseguido fazer mais. Wilson admitiu que é muito dificil universalizar a saúde, mas acredita que é possível.
O candidato Mauro Mendes centrou sua participação na apresentação de sua candidatura, sobre a administração que fez nas suas empresas e defendeu a demolição do Hospital Central.
Já o candidato Marcos Magno ficou inseguro e nervoso ao se apresentar para a platéia e ler o seu discurso. O governador Silval Barbosa nem compareceu ao evento. (Assessoria)
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