Com seis votos contrários e quatro favoráveis, o Projeto de Lei nº. 96/10 de autoria do Poder Executivo que doa área ao IFMT no bairro Rota do Sol foi reprovado pela Câmara de Sorriso durante a sessão ordinária de segunda-feira (30).
A propositura, autorizando a doação de pouco mais de quatro hectares, gerou polêmica entre oposição e situação e foi a única matéria votada pelo plenário.
Conforme o líder de situação, vereador Maximino Vanzella (DEM), a área no Villa Romana só foi destinada ao IFMT no ano passado porque era a única disponível na ocasião.
Segundo os vereadores da bancada oposicionista que reprovaram o projeto em única votação, o prefeito Chicão Bedin deveria ter cumprido o termo assinado por ele em março de 2009 doando uma área de quase 44 mil metros quadrados no Loteamento Villa Romana. “Ele não honra com o que ele fala e nem com o que ele assina”, criticou o vereador Jaburu (PSB), acrescentando que o imóvel proposto pela Prefeitura não oferece nenhuma infraestrutura, como luz, água e asfalto.
A vereadora Profª Marisa (PSB), também teceu críticas ao argumento usado pelo chefe do executivo de que o IFMT não deve ficar no Villa Romana por ser um bairro nobre. “A Educação tem que ser valorizada e também merece estar num local nobre. Não porque o Rota não seja bom, mas porque foi escolhido anteriormente o terreno do Villa Romana e o espaço já está preparado”, disse.
Para o vereador Luis Fabio Marchioro (PDT) toda essa polêmica teria sido evitada se o prefeito tivesse agido conforme prometera. “O Município tem que dar certeza do que está fazendo. Se os investidores que nos visitam para fazer negócios vêem que a autoridade maior não cumpre com o que promete, decidirão por se instalar em Lucas, Sinop ou outro lugar”, cobrou, esclarecendo que os vereadores não são contra a instalação do IFMT, mas sim, a falta de compromisso.
“Nós temos um prefeito hoje que não respeita os sorrisenses. Eu gostaria que ele (Chicão Bedin) sentasse com os vereadores para discutir o assunto e ouvir a nossa opinião. Mas, no entanto, ele diz que é ele quem manda porque tem a caneta e assina. Ele tem que nos respeitar porque somos os representantes do povo”, alfinetou o vereador Chacrinha.
Conforme o líder de situação, vereador Maximino Vanzella (DEM), a área no Villa Romana só foi destinada ao IFMT porque era a única disponível na ocasião.
Na opinião do líder de oposição, vereador Leocir Faccio (PDT), essa questão já estaria bastante adiantada se tivesse havido vontade política por parte do Executivo. “Pelo tempo que estamos discutindo essa doação de área, o prédio do IFMT já deveria estar em fase de acabamento”, avaliou, lembrando que foi preciso a Câmara devolver recursos para que a Prefeitura pudesse adquirir equipamentos para os cursos do IFMT implantados em Sorriso. “A prefeitura alegou que não tinha R$ 30 mil para esse fim. O legislativo devolveu esse montante no ano passado, mas só agora, depois da pressão dos alunos, é que eles foram comprados”.
Faccio disse ainda que o que o preocupa nesse processo é o jogo político. “O prefeito com mais um empresário estão colocando a questão do IFMT que é tão importante num emaranhado, no meio de um imbróglio que não precisava ter”, completou.
O presidente da Câmara, vereador Chagas Abrantes (PR), também cobrou o cumprimento do compromisso firmado por Bedin. “Se há um documento assinado e se é de interesse de todos por que não cumprir?”, questionou.
Segundo ele, às vezes, é preciso se contrapor para que o interesse da sociedade possa valer. “ Nós respeitamos os sorrisenses e não vamos nos omitir das nossas obrigações e uma delas é denunciar na tribuna o que não é bom para a coletividade”, finalizou. ( Ângela Gimenez - Assessoria)
