Na reunião realizada no município de Brasnorte, Antero informou que, apenas em Mato Grosso, existem oito milhões de hectares de terras degradadas. Para resolver este outro problema, o candidato propõe que a União diminua em 0,1% os seus gastos com o superávit primário em suas contas para destinar esta economia na recuperação dessas áreas.
Antero disse que é preciso fazer uma regularização da política do plantio na região. Ele explicou que os produtores vieram ao Nortão incentivados pelo governo brasileiro, que na época da ditadura militar impunha a abertura de áreas como condição para obtenção de créditos públicos. Com os slogans “Integrar para não entregar” e “Plante que o João garante”, os produtores rurais investiram no desmatamento para implantar suas propriedades. Entretanto, setores políticos defendem a ideia de uma multa retroativa, o que é rechaçado pelo candidato. “Como eles querem que o agricultor pague por um ‘crime’ que, quando foi cometido, não era considerado crime?”, questionou.
Industrialição
Além disso, Antero acredita que o estado poderá se transformar em um grande pólo industrial, produzindo não apenas a matéria prima, como também o produto final. “Nossa madeira vai para o Sul, se transforma em móvel e volta ao estado para ser vendida por um preço muito mais elevado. Precisamos investir no desenvolvimento de Mato Grosso”, afirmou.
Para o escoamento desta produção, Antero propõe investimento na conclusão da BR-163, o que foi aprovado pelo vereador de Nova Maringá, Décio Schwade. “Com certeza Antero não vai esquecer a nossa região. Ele será muito importante defendendo a população do Médio Norte, inclusive aqueles que estão fora do eixo da BR-163.”