De acordo com o sindicalista, a decisão do Pleno do TRE/MT fere um princípio constitucional. "É um absurdo que se negue aos cidadãos o direito à educação de qualidade em nome do direito à transparência nas eleições", protesta. Por conta do acórdão, trabalhadores que se afastam por problemas de saúde ou pedem a saída do trabalho, por exemplo, não são substituídos. "São muitas as escolas em que os coordenadores voltaram para as salas de aula. Em outras, dispensam os alunos e essa situação é insustentável", complementa.
No município de Canarana, a 838 km de Cuiabá, os problemas são os mesmos. Na escola Norberto Schawntes, mesmo com ajustes que, por si só, precarizam as condições de aprendizagem, faltam professores para 20 aulas semanais. "Hoje contamos com apenas um coordenador para cerca de 1350 alunos. Antes eram três. Um faleceu e outro voltou para a sala de aula", explica o secretário adjunto de formação sindical do Sintep/MT e coordenador, Paulo Roberto Guimarães.
Além da falta de aulas, trabalhos de apoio, desenvolvidos pelos profissionais, foram suspensos. "Fizemos tudo o que podia ser feito, mas as turmas de articulação e superação foram fechadas, porque tivemos que colocar estes profissionais cobrindo aulas", pontua o coordenador. Para casos como o apresentado em Canarana, o Sintep/MT tem uma postura clara. "Vamos suspender as atividades e não retroceder enquanto a situação não for resolvida", finaliza Gilmar Soares Ferreira.
