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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mauro Mendes promete aplicar mais de 12% da receita de MT na saúde

Mauro Mendes irá investir mais que 12% da Receita Corrente Liquida no Sistema de Saúde de Mato Grosso, caso eleito governador do estado. A afirmação foi dada na noite desta segunda-feira (30.08), em encontro com a classe médica no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso. Na ocasião, os profissionais da saúde da Academia de Medicina, Associação Médica de Mato Grosso, Sindicato dos Médicos e CRM receberam três, dos quatro postulantes a governador do estado, apenas o atual governador Silval Barbosa não compareceu ao evento e não justificou ausência.
No inicio do encontro, o presidente do CRM, Arlan Ferreira, fez uma breve explanação da atual situação do sistema de saúde pública estadual e da rede municipal, resultado das frequentes fiscalizações do Conselho e outras entidades em Mato Grosso. Entre as principais reivindicações do setor estão: Aplicação da emenda constitucional nª 29, que prevê a aplicação de 12% da receita liquida na saúde pelos governos federal, estadual e municipal; Criação da Carreira de Estado dos Profissionais da Saúde; Construção do Hospital Estadual na baixada cuiabana; Parceria para construção e funcionamento do novo HUJM; Reestruturação dos hospitais regionais; Abertura de novos PSFs, NASFs, CAPS; Educação Continuada para os médicos; Apoio aos agentes comunitários e de endemias; Implementação da Central de Regulação; Estruturação do atendimento de urgência e emergência, com aumento do número de SAMU's, UPA's e SES; Reestruturação do Hospital Adauto Botelho, para atendimento a dependentes químicos, com prioridade para crianças, adolescentes e mulheres (não existem leitos para estes); Efetivação da assistência farmacêutica: Farmácia Popular e Alto Custo.
Ao longo do encontro, o integrante do Sindicato dos Médicos, Uerley Silva Peres, que atua na rede municipal e estadual, afirmou que é preciso melhorar a gestão em saúde hoje, e também implementar políticas de valorização do profissional médico. "Precisamos que a valorização seja feita em qualificação, em valorização financeira. É fundamental ainda estimular a interiorização do médico, para que o atendimento no interior seja eficiente e não canalize a demanda toda para Cuiabá, que absorve hoje 60% das demandas do interior".
Depois de atentamente ouvir as reivindicações da classe médica, Mauro Mendes foi enfático ao garantir que em seu governo a saúde será prioridade. O candidato garantiu o aumento de 200 equipes do Programa de Saúde da Família; construção de um hospital regional na Capital com 250 leitos e 30 UTIs; além da construção de cinco hospitais regionais em Sinop, Tangará da Serra, Confresa, Alta Floresta e Juína.
Mauro defendeu que os investimentos em saúde são urgentes e é possível sim apertar o cinto, economizar em outras áreas, reduzir os cargos comissionados, para investir em saúde. "Hoje 55% da população do estado vivem em cidades sem UTIs. Se diminuirmos em 30% os cargos de confiança do estado - hoje há mais de 7 mil -, economizamos R$ 7 milhões ao mês e R$ 84 milhões ao ano, isso seria investido em saúde", defendeu.
Ao final do evento, o presidente do CRM, Arlan Ferreira, avaliou como positivo o encontro dos candidatos com a classe médica. "O que foi mostrado é resultado do olhar dos profissionais que atuam diretamente na saúde. O Conselho busca melhores condições de trabalho para o médico e consequentemente, atendimento digno ao cidadão, porque se não temos condições de trabalhar, quem padece é a população. Por isso, os candidatos precisavam ouvir dos profissionais médicos o que é preciso fazer para ajustar a saúde no estado. O investimento em saúde em todas as esferas tem que ser conforme a emenda 29, de 12%, e não 5% como está sendo feito hoje", disse.
Segundo Elza Queiroz, do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, o evento cumpriu com a finalidade de passar aos candidatos o ponto de vista dos médicos sobre a situação do atendimento em saúde no estado. "Nós que vivemos o dia a dia dos pacientes, sabemos como funciona a saúde e acho que hoje, aqui, eles entenderam o que é preciso melhorar neste sistema", avaliou.