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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dal’Bosco aponta caos na saúde pública de Mato Grosso

A péssima qualidade da saúde pública em Mato Grosso é, na avaliação do candidato a vice-governador de Wilson Santos (PSDB), deputado Dilceu Dal’Bosco (DEM), o calcanhar de Aquiles da atual administração estadual que, segundo ele, tratou apenas de doença ao deixar de lado ações preventivas  e desenvolveu a  ‘ambulâncioterapia’.

“Ao invés de construir e equipar hospitais nas cidades do interior, a atual gestão prefere comprar ambulâncias e transportar os doentes até o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá”, afirmou Dal’Bosco durante entrevista ao programa Cidade Independente,  da Rádio Cidade de Cuiabá (94,3).
Questionado pelos ouvintes sobre qual a real situação da saúde pública no Estado, Dal’Bosco prontamente respondeu: um caos. O candidato deu exemplo de cidades na região Norte de Mato Grosso que não possuem sequer uma sala de parto e que amargam índices elevados de mortes por malária, dengue e outras doenças tropicais, atribuídos por Dal’Bosco, a falta de tratamento adequado. A demora na distribuição dos medicamentos de alto custo também foi apontada pelo democrata.
“Há poucos dias, em Sinop, perdemos uma criança de 13 anos por falta do medicamento de alto custo, mesmo com mandado judicial obrigando o fornecimento pelo Estado. Eu mesmo, cansei de levar o remédio para Sinop em minha mochila para agilizar a entrega, mas desta vez não foi possível, e três meses sem o medicamento culminaram com seu falecimento”, lamentou.
O deputado ressaltou que as críticas à saúde não surgiram com sua candidatura  a vice-governador, mas que, enquanto esteve na base de sustentação do governador Blairo Maggi (PR)  apresentou um relatório comparativo dos custos na rede pública e na privada, onde a primeira chega a ser quatro vezes superior. No mesmo documento, Dal’Bosco sugeriu um choque de gestão com a implantação gradativa da rede complementar, constituída por hospitais privados, universitários e filantrópicos.