Para Taques, a solução para as intermináveis filas, falta de aparelhamento técnico e humano, é a implantação de políticas públicas eficazes. “É preciso conter a predominância de medidas emergenciais. É preciso políticas que invistam no preventivo”, propôs. Os candidatos percorreram os corredores e conversarem com alguns pacientes e agentes de saúde. “Constatamos mais uma vez a disparidade social que existe entre um estado com economia ascendente. Essa situação é um tanto incoerente”, avalia Taques.
Numa breve reunião com 14 agentes de saúde que atendem a oito bairros do município, outra situação ficou em evidência. A realidade externa ao hospital veio à tona. Acostumadas a enfrentar e conviver com as demandas mais grotescas e lamentáveis de uma parte pobre da sociedade mato-grossense, as agentes relataram que fazem o trabalho além dos seus limites, mas aquém do necessário, por falta de recurso humano. “Precisávamos de, no mínimo, mais cinco agentes para conseguir atender a demanda”, disse uma das agentes de saúde, ao revelar que três bairros (Copacabana, Vila Itamarati e Vila Maria), ficam sem atendimento por falta de efetivo. Cada agente de saúde atende cerca de 200 famílias.
Os agentes também relataram que as crianças com idade entre sete e oito anos são frequentemente vistas fazendo uso de entorpecentes nas praças e próximos às escolas públicas. “Elas não têm atividades, daí os traficantes se apropriam delas”, disse uma das agentes.
Para Taques, a solução para o problema das drogas passa por escola pública em tempo integral com ensino de qualidade, além de centros de tratamento para dependentes químicos. “Também quero lutar por um combate implacável contra o crime organizado, responsável pelo tráfico de drogas”, disse o ex-procurador da República. “O Estado precisa tomar seu lugar e recuperar uma juventude que está à mercê dos traficantes”, acrescentou.

